web analytics

tuga.press

As principais notícias do dia estão aqui.

40 dos 70 dirigentes da Proteção Civil fizeram o curso com “equivalências”

Mais de metade dos comandantes da ANPC tem licenciaturas suspeitas, diz a RTP. Conclusões da ANPC estão a ser analisadas pelo Ministério do Ensino Superior. O Ministério da Administração Interna (MAI) indicou ao Expresso que “o processo foi enviado pelo MAI ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior”.

O comandante distrital de Faro, Vítor Vaz Pinto, acabou a licenciatura em Proteção Civil no Instituto Politécnico de Beja com 89% de equivalências. A informação foi avançada pela RTP, que acrescenta que o Instituto Politécnico de Beja só tem prova para duas das 31 creditações conferidas a Vaz Pinto.

Este é um dos dados da auditoria pedida por Jorge Gomes, secretário de Estado da Administração Interna, à Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC), e já entregue por esta entidade no ministério, na última terça-feira.

De acordo com as conclusões do documento, a que a RTP teve acesso, trinta dos setenta dirigentes da ANPC concluíram as licenciaturas obrigatórias por lei sem recorrer a equivalências ou créditos.

Já sobre os restantes 40, terminaram o curso com equivalências ou entregaram informação que não é possível aferir.

A auditoria foi já entretanto enviada por Jorge Gomes ao Ministério da Ciência e Ensino Superior com o objetivo de que a Inspecao-geral de Educação verifique se são licenciaturas válidas.

Recorde-se que o ex-comandante nacional da Proteção Civil, Rui Esteves, concluiu a licenciatura com 95% de equivalências. O caso foi pretexto para o ex-responsável ter apresentado a demissão.

Ao Expresso, o gabinete do Ministério da Administração Interna (MAI) afirma que após a auditoria determinada pelo Secretário de Estado da Administração Interna à ANPC, através da Direção Nacional de Auditoria e Fiscalização, sobre a verificação do cumprimento de habilitação com grau de licenciatura por parte de todos os dirigentes e elementos da estrutura operacional da ANPC, e considerando os resultados e as competência neste âmbito, “o processo foi enviado pelo MAI ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior”.

Já diretor do Politécnico de Beja, Vito Carioca, revela que na próxima segunda-feira a Inspeção-geral do Ensino vai àquela instituição de ensino “investigar o processo” do comandante de Faro e possivelmente de outros três dirigentes da ANPC que ali foram alunos.

Fonte: ZAP


14/08/2018
Compartilhe no Facebook