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Autarca de Pedrógão denuncia dinheiro desaparecido

O Presidente da Câmara de Pedrógão Grande quer que o Ministério Público abra uma investigação a contas que foram abertas depois dos incêndios e cujo destino dos fundos é desconhecido. Valdemar Alves denuncia ainda que há pessoas a receber subsídios em duplicado.

No seguimento dos incêndios que afetaram Pedrógão Grande, muitas “empresas públicas e particulares” abriram contas solidárias, para ajudar as vítimas da tragédia. Agora, o presidente da Câmara Municipal de Pedrógão Grande, Valdemar Alves, denuncia aos microfones da RTP não ter conhecimento do destino que foi dado aos fundos recolhidos, adiantando também que o próprio programa Revita está “agora a ter conhecimento disto”.

Valdemar Alves, pretende, assim, que o Ministério Público abra uma investigação sobre sete assunto e lança o desafio aos seus homólogos de Castanheira de Pera e Figueiró dos Vinhos, para, juntos, pedirem ao Banco de Portugal que “informe o Ministério Público dessas contas para saberem para onde esse dinheiro foi”.

Subsídios duplicados
Na mesma entrevista à estação de televisão, o autarca de Pedrógão denunciou ainda o caso de atribuição duplicada de subsídios, o que Valdemar Alves acredita se deve a uma “má gestão” das ONG envolvidas.

O presidente da Câmara afirma que na região se regista um clima de “mau estar neste momento”, principalmente em Castanheira de Pera, onde uma ONG se terá esquecido de avisar a Câmara local de que iria proceder à atribuição de alguns subsídios “às pessoas prejudicadas na agricultura”.

Segundo Valdemar Alves, as pessoas que receberam estes subsídios são pessoas “que já estão a receber – e outras que vão receber – do Estado [quer através da Segurança Social, quer através do Programa Revita], portanto, vão receber duas vezes”.

O edil de Pedrógão conclui afirmando que esta situação atinge “pessoas que têm até mais prejuízos e só recebem uma vez” e que “tenho a impressão de que até é crime isto acontecer”.

Fonte: Jornal Económico


05/09/2017
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