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Autarcas e membros da Proteção Civil acusadas nos incêndios de Pedrógão Grande

O Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) de Leiria deduziu acusação contra doze arguidos no âmbito do inquérito aos incêndios que, no dia 17 de junho de 2017, assolaram nos concelhos de Pedrogão Grande, Castanheira de Pêra, Figueiró dos Vinhos, Alvaiázere e Ansião.

De acordo com o Expresso, que avançou a notícia nesta quinta-feira, os arguidos foram acusados dos crimes de homicídio por negligência e de ofensa à integridade física por negligência, sendo alguns destes de ofensa à integridade física grave.

O Governo, que assumiu em nome do Estado a responsabilidade pelas mortes, pagou 31 milhões de euros aos familiares das 116 vítimas mortais dos dois grandes incêndios do ano passado. Deste valor, mais de metade (60%), foi relativo às mortes de Pedrógão Grande.

Entre os arguidos há autarcas, responsáveis pela manutenção da EN236, quadros de empresa de energia elétrica e ainda membros do comando da Proteção Civil. O Ministério Público não nomeia os arguidos.

“À data do incêndio, dos doze arguidos, dois eram quadros superiores de uma empresa de fornecimento de energia elétrica, três estavam investidos em funções de comando e coordenação no âmbito da proteção civil, três eram funcionários superiores da empresa responsável pela manutenção da EN 236-1, três eram autarcas de municípios onde ocorreram vítimas, sendo ainda um funcionário de um desses municípios”, refere o Departamento de Investigação e Ação Penal de Leiria.

“Não obstante a sua enorme complexidade, foi possível concluir a investigação em pouco mais de um ano, tendo o Ministério Público sido coadjuvado na sua ação pela Polícia Judiciária, Diretoria do Centro, e sido ainda mobilizados importantes contributos de diversas entidades públicas”, acrescenta o DIAP.

O incêndio que deflagrou em 17 de junho de 2017, em Escalos Fundeiros, concelho de Pedrógão Grande, e que alastrou depois a concelhos vizinhos, provocou 66 mortos e 253 feridos, sete deles com gravidade, tendo destruído cerca de 500 casas, 261 das quais eram habitações permanentes, e 50 empresas.

Fonte: ZAP


27/09/2018
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