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Esquece o Trump. Sabias que a ESCRAVATURA venceu no Colorado?

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Os resultados eleitorais estaduais do Colorado revelaram uma surpresa maior do que a vitória republicana nas eleições presidenciais. Medida simbólica para eliminar escravatura da Constituição estadual perdeu.

Nos Estados Unidos, cada estado tem a sua própria Constituição e existe um estado – Colorado – que ainda mantém no documento a legalização da escravatura como meio de punição judicial. Esta legalização está patente numa única frase, escrita em 1876. “Nunca será permitida neste estado a escravatura ou a servidão involuntária, exceto se for determinada como pena por um crime”.

Para eliminar definitivamente esta referência do documento estadual mais importante, e recusar sem margem para dúvidas a ideia de escravatura como aceitável seja de que forma for, o eleitorado do oitavo maior estado norte-americano foi também instado a votar, na terça-feira, na Emenda T, uma adenda que iria remover esta referência à escravatura.

Era esperado apenas um resultado nesta votação, tendo em conta que a escravatura foi uma prática social que resultou na morte, tortura e desumanização geral de milhões de pessoas de raça negra, mas a surpresa foi absoluta, conforme escreveu a Fusion.

Os resultados, publicados pela imprensa local, mostraram que a Emenda T estava a perder, ainda que por uma margem mínima: 50,98% de votos contra.

Adiantaram-se algumas explicações para este resultado inesperado: as pessoas ficaram confusas em relação ao sentido de voto (acharam que ao votar ‘Sim’ na Emenda T estariam a aceitar a sugestão de escravatura, ao contrário de a eliminar) e em relação à própria definição da frase.

“A maior parte das pessoas não percebeu. Estava a relacionar isto com serviço comunitário e trabalhos na prisão, e não tem nada a ver com isso. Estamos em 2016. Porque é que haveríamos de ter escravatura na Constituição?”, questionou a organização No Slavery, No Exceptions, que fez campanha por esta adenda ao documento estadual.

 

Fonte: Notícias ao Minuto

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10/11/2016
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