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Força Aérea contrata empresa suspeita de a roubar


Depois do nascimento da chamada “Operação Zeus”, a empresa ainda fez negócio no valor de 3.5 milhões de euros. É preciso ser masoquista…

A empresa está a ser julgada no Tribunal de Sintra por suspeitas de roubarem mantimentos para uso das messes e de pagarem “luvas” aos militares Portugueses. Mas nem assim a Força Aérea decidiu convida-las a apresentar propostas para concursos públicos.

Foi no dia 6 de fevereiro, cerca de um mês depois do início do julgamento, que foi assinado um contrato no valor de 9351 euros com uma das empresas a ser julgada, a Aires Cardoso.
Isto foi feito ao abrigo da consulta prévia que permite ao estado pedir propostas a três empresas diferentes.

“Nos procedimentos por consulta prévia ou ajuste direto, que são sempre excecionais, a escolha dos operadores económicos a convidar é orientada por critério objetivos e não discriminatórios”, disse ao jornal Publico, citado pela Sábado, o gabinete de relações públicas do ramo das Forças Armadas.

“A Força Aérea não possui fundamento legal para excluir a dita empresa na consulta realizada. Entre as empresas convidadas apresentou as condições mais vantajosas (preço mais baixo), o que, naturalmente, representa benefícios para o erário”.

O facto é que, embora possam convidar, nada os impede de não convidar uma determinada empresa a apresentar proposta. Ou seja, o convite é intencionado.

De acordo com a investigação que apurou e deu lugar ao julgamento, durante décadas as messes tinham montantes superiores às quantidades efetivas de bens alimentares entregues.

 


10/06/2019
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