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Governo pediu ajuda para fogos com 48 horas de atraso

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Chegou tarde o apoio internacional para fazer frente ao violento incêndio da Sertã.

Uma deficiente avaliação, com o pedido de ajuda internacional de meios aéreos a atrasar-se 48 horas, levou a que o fogo na Sertã (Castelo Branco), evoluísse para os distritos vizinhos de Santarém e Portalegre, obrigando milhares a saírem de casa e destruindo habitações e dezenas de milhares de hectares de floresta e mato. As chamas mantinham-se ontem ativas com violência, já em Nisa, na outra margem do Tejo.

Vários comandantes no terreno – que pedem o anonimato devido à lei da rolha imposta pela Autoridade Nacional de Proteção Civil – denunciam ao CM uma “incompreensível descoordenação desde a sede em Lisboa”.

E apontam o dedo a Rui Esteves, comandante operacional nacional, nomeado em janeiro e que foi durante duas décadas uma das principais figuras do combate a incêndios no distrito de Castelo Branco, onde teve início o fogo.

“Foi comandante distrital e sabe bem o barril de pólvora que é a região. Não se compreende o desvio dos meios aéreos da frente de Mação para os concelhos da Sertã e Proença-a-Nova, logo no domingo. O fogo ficou completamente descontrolado e nessa noite deveria ter sido acionado o pedido de ajuda internacional de meios aéreos”, afirmam.

Esse socorro acabou lançado apenas na terça-feira e só ontem um Canadair marroquino se juntou aos quatro espanhóis em operação.

O presidente da Câmara de Mação, Vasco Estrela, foi uma das primeiras vozes a insurgir- -se no terreno contra a retirada dos meios aéreos daquela frente, que esteve a escassos metros da vila.

“Tiveram como consequência mais de 20 aldeias evacuadas, pessoas retiradas, casas ardidas, 17 mil hectares [queimados]. Felizmente, há entidades independentes para investigar, para avaliar, tirar conclusões. Não descansaremos enquanto não tivermos respostas”, afirmou.

Fonte: CM

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06/08/2017
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