O emprego tem recuperado? Sim. Mas à custa de trabalhos instáveis e precários.
O número de trabalhadores com contrário precário tem crescido desde os últimos anos. O ano passado, em 2018, o número atingiu um valor recorde.
No ano em que chegou a “troika” existiam 817.6 mil trabalhadores com contrato laboral instável, ou seja, contratos a termo em que no fim a incerteza é a chave.
Já no ano passado o número chegou aos 990 mil, isto é, mais 73 mil face a 2011, ano em que a “troika” foi chamada a Portugal.
De acordo com os dados do INE – Instituto Nacional de Estatística – estes valores têm vindo sempre a aumentar. Consulta a imagem abaixo:
Sem grandes surpresas, o setor dos serviços lidera a precariedade. Nos serviços estão incluídos setores da saúde bem como hotelaria, alojamento, restauração, etc.
De acordo com o JN, que citou o INE, neste setor de atividade trabalhavam mais de 531 mil pessoas com contrato a termo e mais de 116 mil noutras situações de contratos de trabalho, representando mais de 70% do total de trabalhadores por conta de outrem com vínculos precários.