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Juíza coloca professor pedófilo em liberdade porque está desempregado

Por estar sem emprego, o professor que foi detido pela Polícia Judiciária de Setúbal, foi solto depois da juíza ouvir o detido no primeiro interrogatório

O Ministério Público pediu a prisão preventiva para o professor de inglês que terá abusado de pelo menos dez alunas com idades compreendidas entre os 6 e os 9 anos, tudo aconteceu numa escola primária na cidade de Setúbal.

 

O docente foi detido pela Polícia Judiciária e presente a uma juíza de instrução criminal do Tribunal de Setúbal que reconhecendo os argumentos de perigo da continuação da atividade criminosa e de perturbação ao inquérito, e até do próprio alarme social, a magistrada decidiu deixar o pedófilo em liberdade, pelo facto do mesmo se encontrar atualmente desempregado, devido ao despedimento que a que foi alvo por parte da escola onde cometeu os crimes, sendo detido pelas autoridades judiciais mesmo antes de conseguir lugar noutro estabelecimento, outro fator é de o mesmo não residir nem visitar a cidade de Setúbal.

 

Segundo a edição impressa do CM deste sábado, fontes policiais afirmam que decisão da juíza deixou “sem reação” a procuradora que dirigiu a investigação, uma operação levada a cabo pela PJ de Setúbal, e que promoveu na passada quinta-feira o pedido de prisão preventiva do arguido

O Ministério Público fez saber através de um comunicado de que vai recorrer da decisão. Já por parte da PJ de Setúbal, o caso também não irá cair. Segundo a mesma edição do CM, o passado do pedófilo de 44 anos vai ser todo passado a pente fino, para que se apure a existência de eventuais vítimas de outras escolas por onde o docente terá passado anteriormente.

 

O comunicado emitido pelo MP de Setúbal, espelha o mal-estar que foi gerado depois da decisão da juíza, referindo o mesmo: “A juíza de instrução criminal reconheceu a existência dos perigos de continuação da atividade criminosa e de perturbação do inquérito por parte do arguido, bem como de alarme social, mas não aplicou a medida de coação de prisão preventiva, tal como requerido pelo Ministério Público, dado que o professor foi afastado de funções do estabelecimento de ensino de Setúbal. O Ministério Público vai recorrer”, o professor ficou com a medida de coação menos gravosa, que são as apresentações periódicas à policia, proibição de exercer a profissão e do contacto com as vítimas.

Fonte: Diário do Distrito


22/10/2017
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