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Maria de Belém sobre as subvenções: “Nunca abdico de nenhum dos meus direitos”

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Candidata à Presidência da República não vê razões para se criar um “caso político” em torno deste assunto e justifica por que pediu ao Tribunal Constitucional que verificasse a constitucionalidade da norma em causa

Maria de Belém responde à polémica em torno da questão das subvenções vitalícias e assegura que “nunca abdica” de nenhum dos seus direitos. No Fórum da TSF, a candidata à Presidência da República explica porque pediu ao Tribunal Constitucional que avaliasse a constitucionalidade da norma do Orçamento do Estado de 2015, que suspende as suspensões vitalícias a quase todos os titulares de cargos públicos.

“Eu nunca abdico de nenhum dos meus direitos. Depois como eu os exerço é uma decisão minha, individual”, disse.

“E mais: eu não tenho de pedir desculpa por este ou aquele direito. Não fui eu que os atribuí. Nem sequer fui eu que os atribuí a mim própria. Não abdico de nenhum dos meus direitos e é por não abdicar de nenhum dos meus direitos que defendo os direitos dos outros”, reforçou

Maria de Belém diz não ver razões para se criar um caso político em torno desta questão e assegura que não teme a reação dos eleitores, até porque não baseia a sua candidatura em “em demagogias e populismos”.

A candidata presidencial considera que se tem gerado muita polémica em torno deste assunto, porque “muita gente tem falado sobre isso desconhecendo completamente o acórdão” do Tribunal Constitucional que deu razão aos deputados subscritores do pedido de avaliação da constitucionalidade da norma.

No mesmo programa da TSF, Maria de Belém lançou um repto a Marisa Matias, a candidata presidencial apoiada pelo Bloco de Esquerda: “Estou disponível para confrontar a minha folha de vencimentos como deputada com a folha de vencimentos ao Parlamento Europeu da deputada Marisa Matias. Mas integralmente.”

Maria de Belém condira esse gesto relevante “porque as pessoas sabem aquilo que ganham os deputados ao Parlamento nacional, mas aquilo que ganham os deputados ao Parlamento Europeu”. A candidata considera os honorários dos deputados europeus “um bocadinho estranhos, exagerados e excessivos (…), relativamente àquilo que são as médias salariais em Portugal”.

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21/01/2016
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