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Metade do salário bruto dos deputados está livre de imposto

Folha de ordenado mostra que Ascenso Simões recebe mais de 7500 euros brutos por mês.

Quase metade (47%) do salário bruto mensal dos 230 deputados da Assembleia da República está isenta de impostos. É uma fatia considerável constituída por abonos para deslocação, alojamento e alimentação.

As contas foram feitas pelo CM a partir da folha de vencimento de abril do deputado Ascenso Simões, que esta terça-feira a tornou pública no Facebook. Dos 7506,82 euros brutos que o socialista eleito por Vila Real recebe por mês, só pouco mais de metade é tributada. Os descontos para IRS e Segurança Social incidem em cerca de 53% do ordenado (3994,73€).

Já a ADSE (subsistema de saúde para os funcionários públicos) recai sobre o salário base de 3624,41€, isto é, 48% do vencimento ilíquido. Depois dos descontos, leva para casa 5614,55 euros: 3512,09 dizem respeito a ajudas de custo que estão livres de impostos.

Um deputado como Ascenso Simões, que resida fora de Lisboa ou dos concelhos limítrofes, recebe 69,19 euros por cada dia de presença no Parlamento. Se morar na capital ou arredores esta compensação desce para 23,05 euros por dia. Para além destes apoios, os deputados têm direito a um abono em função da distância entre a residência e o Parlamento.

Como Ascenso Simões mora em Vila Real recebe 1371,60 euros — 36 cêntimos por cada um dos cerca de 800 km (ida e volta) multiplicado por cinco semanas. Para fazer trabalho político dentro do distrito pelo qual foi eleito, recebe 172,80 euros (0,36 euros por quilómetro).

O cálculo é feito pela média de quilómetros entre a capital do distrito e as sedes de concelho multiplicado por dois (ida e volta).

Ascenso contesta polémica das viagens
O deputado mostrou o recibo de vencimento como resposta à polémica das viagens pagas aos parlamentares das ilhas. Para o socialista, o ataque visou o líder da bancada, Carlos César.

Fonte: CM


26/04/2018