O presidente executivo da EDP, António Mexia, recebeu 1,38 milhões de euros ilíquidos relativos à remuneração fixa e variável, em 2016, de acordo com o relatório e contas divulgado esta quinta-feira ao mercado.
O presidente executivo da EDP, António Mexia, recebeu 984 mil euros a título de remuneração fixa ao longo de 2016, valor a que a empresa acrescentou mais duas remunerações variáveis que, em conjunto, somaram mais 1,05 milhões de euros de ganho para o ex-ministro do PSD e ex-presidente da Galp. Tudo somado, foram 2,036 milhões de euros brutos, o que dá uma média de 5500 euros por dia.
De acordo com o relatório e contas da elétrica, e além do salário fixo de 984 mil euros, Mexia recebeu mais 396 mil euros de prémio relativo às contas de 2015 e outros 656,17 mil euros relativo a prémios de 2013. Tudo pago ao longo de 2016. Segundo os valores presentes no documento, o montante global ilíquido, pago pela EDP, aos membros do Conselho de Administração Executivo em 2016 foi superior a 10,3 milhões de euros, dos quais 4,6 milhões em remunerações fixas, 2,3 milhões em prémios relativos a 2015 e outros 3,38 milhões em prémios de 2013.
Se a estes valores juntarmos os salários pagos a administradores da EDP por outras participadas, atingimos então os 10,8 milhões de euros. Conforme lembra o “Jornal de Negócios”, apesar de o salário global de Mexia até ter recuado ligeiramente face a 2015 – menos 6,44%, diz o jornal -, a remuneração fixa do CEO disparou 25%, depois de a empresa ter decidido avançar com uma avaliação interna às remunerações, que levaram à correção em alta do salário fixo do ex-ministro.
Já Eduardo Catroga, presidente do Conselho Geral e de Supervisão da EDP, recebeu 515 mil euros, uma cifra que fica ligeiramente acima dos 490 mil euros de 2015. O que perfaz cerca de 1400 euros brutos por dia.
Fonte: JN