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Ministério perdeu documentos que incriminavam amigo de José Sócrates

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O processo que envolve uma empresa do amigo de infância de José Sócrates, Carlos Santos Silva, está perdido no Ministério da Administração Interna: perdeu-se o rasto a vários documentos devido à reorganização dos serviços pelo anterior Governo.

Em causa estava a construção de uma esquadra da PSP em Cascais, no valor de 2,8 milhões de euros, pela empresa Conegil, da qual Carlos Santos Silva era sócio em 1999.

A adjudicação da empreitada, cujas obras estão paradas há mais de dez anos, foi feita pelo então diretor do Gabinete de Estudos e Planeamento de Instalações (GEPI) do MAI, António Morais, ex-professor de José Sócrates na Universidade Independente. Morais tinha sido nomeado pelo então secretário de Estado da Administração Interna, Armando Vara, que integrava o mesmo Governo que José Sócrates. Mas a construção destas instalações da PSP é apenas uma das várias polémicas que apanhou a empresa de Carlos Santos Silva.

Esta obra foi uma das grandes empreitadas que o MAI adjudicou, entre 1996 e 1999, à Conegil. A empresa de Santos Silva acabou por falir em 2003, com 20 milhões de euros de dívidas, das quais 1,6 milhões ao próprio GEPI. Nesta altura, já Morais tinha sido afastado do GEPI. Fontes ligadas ao processo admitem ao CM a existência de “erros e ilegalidades, bem como o pagamento de trabalhos que nunca chegaram a existir”.

Questionado pelo CM, António Morais justificou a rescisão de contrato com a Conegil devido a “incumprimentos e sucessivos atrasos da obra”, frisando que os trabalhos eram acompanhados pela entidade fiscalizadora da obra. Certo é que neste momento é impossível contabilizar os prejuízos para o Estado, já que o dossiê está desaparecido.

Os problemas com o “edifício amarelo” começaram logo em 2001, um ano depois do arranque das obras, com a rescisão de contrato com a Conegil. As polémicas sucederam-se com a adjudicação da obra a uma segunda empresa, em 2006, que também abandonou a empreitada.

Fonte: CM

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10/10/2016
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