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O Estado está “capturado” por redes de corrupção e compadrio, diz antiga Procuradora Geral da República


“Há efetivamente algumas redes que capturaram o Estado e que utilizam o aparelho do Estado para a prática de atos ilícitos e, felizmente, algumas estão a ser combatidas, mas outras continuam a fazer isso e há até outras que começam”, considerou Joana Marques Vidal, antiga Procuradora Geral da República.

Em entrevista esta sexta-feira à Rádio Renascença, destacou dessas redes as “redes de corrupção e de compadrio, nas áreas da contratação pública”.

“Se nós pensarmos um pouco naquilo que são as redes de corrupção e de compadrio, nas áreas da contratação pública, que se espalham às vezes por vários organismos de vários ministérios, autarquias e serviços diretos ou indiretos do Estado, infelizmente nós estamos sempre a verificar isso”, lamentou nessa mesma entrevista.

A entrevista é polémica e está a ser largamente divulgada na comunicação social.

Mas será que todo o estado é corrupto? Não. Segundo a entrevistada, “eu não tenho, de maneira nenhuma, uma ideia catastrófica de que toda a gente é corrupta e que todas as autarquias são corruptas e que todos os políticos são corruptos. Não tenho nada essa ideia”.

Numa visão ponderada, afirmou que “poderemos depois discutir se deviam estar mais abertos ou menos abertos, autorregenerem-se, não serem tão complacentes com certos tipos de atividades, mas isso é outro tipo de discussão”.

A entrevista á Rádio Renascença pode ser ouvida aqui e tem a duração de dois minutos.


28/06/2019
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