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Passos Coelho regressa à Universidade Lusíada, agora como professor catedrático


Além do ISCSP, no ano lectivo 2018-19 o ex-primeiro-ministro vai também leccionar como professor convidado catedrático do curso de Economia da Universidade Lusíada, confirmou ao Negócios o reitor da instituição de ensino superior.

Pedro Passos Coelho regressa à escola onde se licenciou em Economia mas, desta feita, para leccionar com o estatuto de professor convidado catedrático. O reitor das Universidades Lusíada de Lisboa e do Porto, Afonso Filipe Pereira d’Oliveira Martins, confirmou ao Negócios que o ex-primeiro-ministro será professor do curso de Economia durante o próximo ano lectivo, função que acumulará com a docência já noticiada no Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas (ISCSP).

Passos Coelho vai dar aulas aos alunos da licenciatura em Economia, sendo titular de duas cadeiras: Economia Portuguesa e Europeia (1.º semestre) e Política Económica (2.º semestre). O ex-presidente social-democrata dará aulas na categoria de professor convidado catedrático, que atribui uma equiparação salarial à de professor catedrático (topo da carreira no ensino universitário).

Em Março, o Negócios avançou que Passos Coelho vai dar aulas no ISCSP a alunos de mestrado e doutoramento na área de Administração Pública, também na condição de professor convidado catedrático. Afonso d’Oliveira Martins explica que o estatuto equiparado ao de professor catedrático se justifica pela necessidade de a Universidade Lusíada adequar a condição de Passos Coelho na instituição à categoria atribuída pelo ISCSP, “mas não só”.

“Não faz sentido atribuir categorias diferentes em instituições diferentes e [a categoria atribuída] é perfeitamente adequada uma vez que se trata de um ex-primeiro-ministro”, salienta o reitor que considera que a incorporação de Passos na estrutura docente do estabelecimento de ensino superior é uma “mais-valia para a formação dos alunos por se tratar de alguém com experiência pública na área de economia”. Passos Coelho tem ainda um “conhecimento ímpar daquilo que é a política europeia”, remata Afonso d’Oliveira Martins.

A remuneração do futuro docente universitário será repartida pelas duas instituições de ensino em que leccionará no ano 2018-19 em função da carga horária no ISCSP (ensino público) e na Lusíada (ensino privado). Apesar de fonte próxima de Passos ter inicialmente referido ao Negócios que no próximo ano lectivo o antigo primeiro-ministro iria leccionar em três instituições de ensino universitário, esta publicação apurou, entretanto, que tal não é permitido porque a lei restringe a dois o número de estabelecimentos de ensino superior em que um professor pode dar aulas simultaneamente.

Passos licenciou-se no início deste século em Economia pela Universidade Lusíada, tendo tido como professora na instituição aquela que seria posteriormente, já na segunda metade do mandato como chefe de Governo, sua ministra das Finanças, Maria Luís Albuquerque.

A notícia relativa ao estatuto docente que Passos terá no ISCSP provocou grande polémica no meio universitário, que se dividiu entre aqueles que defendem que a carreira política não deve substituir o considerado normal trajecto académico e aqueles que consideram que a experiência adquirida por um político que teve as responsabilidades governativas de Passos justifica a atribuição de uma categoria equivalente à de professor catedrático.

Fonte: Jornal de Negócios


31/07/2018
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