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PS com contas penhoradas por falta de pagamento de rendas

Proprietário. Socialistas têm 87 imóveis, terrenos ou frações. Mesmo assim pagam perto de meio milhão de euros em rendas. E têm processos por falta de pagamento

O tribunal ordenou a penhora de mais de €50 mil das contas do Partido Socialista em novembro do ano passado. Em causa está uma dívida acumulada em rendas de um prédio na Rua de São Marçal (bem perto da Assembleia da República) que servia de base da secção do Bairro Alto do PS. Servia, mas “há mais de 15 anos que está abandonada”, diz António Masoni, um dos proprietários, que se queixa do “estado de degradação” em que se encontra o edifício, das sucessivas falhas de pagamento por parte do PS e da recusa em devolver o imóvel aos seus donos.

O prédio, de rés do chão e 1º andar, foi alugado no verão quente de 1975 e, até há bem pouco tempo, a renda pouco ultrapassava os €90 mensais. Em 2013, com a mudança da lei do arrendamento, os proprietários notificaram os socialistas para um aumento da prestação mensal que, de acordo com a nova legislação (que, curiosamente o PS aprovou no parlamento) passaria a ser de €1539,39. Estávamos em março de 2013 e o PS respondeu com uma contraproposta de uma renda de €1390, a pagar a partir de maio. O senhorio aceitou. Mas nunca essa quantia foi depositada, continuando os socialistas a pagar religiosamente a renda de cerca de €90. E nada mais.

No final do ano passado, o senhorio recorreu a tribunal e alegou, entre outras coisas, o facto de o PS estar longe de ser um partido indigente, sem meios económicos para saldar as suas dívidas. Entre os vários documentos apensos ao processo consta uma vasta lista de imóveis que o partido tem declarados junto do tribunal Constitucional. Ao todo, assume o PS, o partido é proprietário de 87 imóveis, terrenos ou frações. “Com um valor contabilístico de €6.944.980”, diz fonte oficial. O partido “não dispõe de nenhum imóvel de rendimento”, mas mesmo assim tem uma receita anual “inferior a €1500” de rendas de “partes de imóveis já habitados aquando da aquisição pelo PS” e onde permanecem inquilinos.

Com este quadro patrimonial, a justiça deu razão ao senhorio e, desde novembro que mais de €50 mil foram retirados das contas dos socialistas e estão “à guarda do agente de execução” até decisão final do processo que segue agora para a fase de devolução do prédio ao seus proprietários

Fonte: Expresso


17/01/2018
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