web analytics

tuga.press

As principais notícias do dia estão aqui.

São 850 milhões para o Novo Banco e 118 milhões de cortes na saúde e educação


Os números não mentem. O que o Governo disse que os contribuintes não iriam pagar, vão afinal pagar. Enquanto isso, a saúde e a educação vão sendo delapidadas.

No início de março o governo estava a preparar-se e a anunciar que em 2019 os Portugueses iriam pagar ainda mais o Novo Banco. O banco que supostamente só tinha ativos bons iria custar aos contribuintes 850 milhões de euros.

Enquanto isso, a Comissão Europeia emitia um relatório no qual mostrava que Mário Centeno preparava um corte na educação e na saúde, que iria servir para fazer uma poupança no orçamento anual do país.

Apesar de o Governo ter mantido durante anos um suposto virar de página da austeridade, o facto é que a austeridade continua e os cortes continuam em todo o lado, menos nos bancos aparentemente.

Isto porque o Estado irá injetar 850 milhões de euros no Novo Banco através do Fundo de Resolução pela utilização de um empréstimo acordado com o Estado em outubro de 2017.

O Sindicato Independente dos Médicos afirma que é “absolutamente escandaloso que o Governo recuse implementar medidas necessárias no Serviço Nacional de Saúde alegando impacto financeiro de 20 ou 30 milhões de euros ao mesmo tempo que injeta 850 milhões de euros para financiar o setor bancário”.

O mesmo sindicato diz ainda que “s SIM quer acreditar que este cenário mude rapidamente e que várias questões em aberto possam ser resolvidas ainda nesta legislatura, entre as quais a abertura de negociações honestas sobre a revisão da grelha salarial a curto prazo, estancando assim a fuga de médicos do SNS para o setor privado e emigação”.


18/03/2019
Compartilhe no Facebook