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SOS Racismo acusa PSP de barbaramente agredir dois jovens negros

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Mário Mendes estava no seu estabelecimento comercial quando foi surpreendido com uma rusga da PSP. Durante a operação foi agredido, arrastado, algemado e insultado. Ficou com ferimentos vários, incluindo uma fratura no perónio esquerdo. Matamba Joaquim foi detido, conduzido à esquadra e durante a viagem foi brutalmente agredido, além de sofrer insultos racistas.

O SOS Racismo emitiu um comunicado em que denuncia duas ocasiões recentes em que a PSP gravemente agrediu fisicamente dois cidadãos negros. A associação antirracista “manifesta o seu profundo repúdio do uso e abuso da violência física gratuita contra cidadãos indefesos, manifesta a sua solidariedade para com as vitimas da violência policial” e “exige que os agentes envolvidos nestas agressões racistas sejam disciplinar e judicialmente responsabilizados e as entidades fiscalizadoras”.

A 16 de agosto Mário Mendes estava no seu estabelecimento comercial, na Portela de Carnaxide, quando foi surpreendido com uma rusga da PSP. Durante a operação, foi “agredido, arrastado até à carrinha da polícia, algemado e insultado com declarações racistas dos agentes da PSP”, acusa o SOS Racismo. Como resultado, ficou com ferimentos vários, incluindo uma fratura na cabeça do perónio na perna esquerda.

Na madrugada de 22 de agosto, Matamba Joaquim, ator da companhia de teatro e associação cultural Teatro Griot, estava com um amigo quando foram barbaramente agredidos por agentes que circulavam numa viatura de patrulha da PSP, após uma discussão entre os grupos. “Matamba e o amigo foram detidos para serem conduzidos à esquadra da Baixa e durante a viagem foram agredidos e insultados pelos agentes. Ainda na esquadra, continuaram as agressões e os insultos racistas”, pode ler-se no comunicado.

“Sabemos que violência policial nos bairros periféricos e no espaço urbano em geral é sistemática e sistémica. (…) A PSP tem de forma impune, sistemática e reiteradamente aterrorizado e violentado os jovens nos bairros e no espaço público em geral, contando quase sempre com o silêncio quase total da sociedade ou com reações de condenação muito tímidas”.

“É urgente romper com os silêncios para que a impunidade seja não só denunciada e combatida, mas também para que se abra finalmente a possibilidade real de se fazer justiça contra a violência policial. A violência policial é a face visível da violência racista de que sofrem as comunidades negras em Portugal”, denuncia o SOS Racismo.

Fonte: Esquerda.net

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25/08/2016
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